CONSTRUÇÃO DO COMEÇO AO FIM

    Arquiteto: É o primeiro profissional que deve ser contratado e deve ser antes da compra do terreno. Ele é quem defini o projeto da casa, pelo menos no papel, e pode ou não ser o responsável técnico pela execução da Obra. Após consultar os clientes sobre as necessidades, estilo da construção, materiais a serem utilizados e dinheiro disponível, fará as plantas baixas, perspectivas e o projeto executivo da obra. Pode também fazer a supervisão, planejamento, projeto, desenho técnico, estudo da viabilidade técnico-econômico da obra, vistoria, perícia, padronização, mensuração, controle de qualidade, assim como a fiscalização da construção. No entanto, tudo deve ser previamente estabelecido em contrato.
    Terreno: Na hora de adquirir um lote, é fundamental consultar o arquiteto antes de fechar negócio. Durante a compra do terreno, o arquiteto analisa a beleza do local, fatores como a topografia, a insolação, os ventos predominantes na região e se o lote atende ao perfil de moradia desejada pelos clientes.
    Antes da Compra é preciso: Certidão de matricula do terreno no Cartório de Registro de Imóveis da região, Certidão Negativa de débitos (CND) emitida pelo INSS, se a compra for feita de uma pessoa jurídica, Certidão de quitação de tributos federais (CQTF), se a compra for feita de uma pessoa jurídica, Certidão Negativa de tributos Imobiliários emitida pela prefeitura municipal, verificar a situação legal do vendedor do lote, checando se existem dívidas pessoais que o impossibilitem da venda. Esses documentos são expedidos pelos distribuidores cíveis, cartório de protestos e justiça Federal. Ver se todos os documentos estão em dia e conferir o número de matricula do terreno e o nome do proprietário na prefeitura.
    Projeto: As principais soluções econômicas são conseguidas com o planejamento. Entre os pontos a serem analisados estão: o método construtivo mais adequado, se os ambientes têm o tamanho necessário para o uso e se estão distribuídos de forma organizada e coerente. A fachada é o cartão de visitas da residência, os estilos mais usuais no Brasil são: Clássico: A arquitetura clássica obedece determinadas regras dos princípios gregos como a simetria, proporções em medidas e elementos, como colunas e pilastras. Até hoje, influencia estilos arquitetônicos como o renascentista e o neoclássico. No Brasil, as construções clássicas vêm originalmente da presença da imigração européia. Neoclássico: Usa os princípios da arquitetura clássica, com a simplificação dos seus elementos e a introdução de materiais de construção e revestimento atuais. No Brasil, este estilo vem do nosso contato com os Estados Unidos da América. Colonial Brasileiro: Usado nas construções urbanas do nosso período colonial, esse estilo possui como características fortes os grandes beirais formados por telhas cerâmicas, fachadas simples, sem adornos e com aberturas, para aliviar o calor e proteger as paredes do clima quente e úmido. Moderno: Estilo arquitetônico introduzido por estrangeiros (Walter Gropius/1883-1969, Le Corbusier/1887-1965 e Frank Lloyd Wright/1869-1959), que usa formas geométricas, assimétricas e ausência de adornos. Usados atualmente nas construções de linhas retas, monocromáticas e brancas.
    O projeto pronto e a documentação aprovada, é hora de contratar os profissionais.

Agenda da Obra

01. Projetos: arquitetônico, estrutural e instalações hidráulicas e elétricas;
02. Taxas de aprovação;
03. Entrada de anergia/ligação de luz: mão de obra e materiais;
04. Barracão da obra e gabarito: mão de obra e materiais;
05. Fundação (sapatas e baldrames): mão de obra e materiais;
06. Alvenaria (blocos cerâmicos ou outro): mão de obra e materiais;
07. Muros das divisas: mão de obra e materiais;
08. Estrutura e laje: mão de obra, aço, formas e concreto;
09. Cobertura: mão de obra, madeiramento e telhas;
10. Forros;
11. Instalações hidráulicas: mão de obra, tubos de PVC e de cobre;
12. Instalações elétricas;
13. Sistema de aquecimento: aquecimento solar;
14. Primeiro revestimento (reboco);
15. Outros revestimentos (azulejos);
16. Pintura;
17. Esquadrias: janelas e portas;
18. Pisos (contrapiso): cerâmica, porcelanato, laminado, etc;
19. Louças e metais;
20. Bancadas de mármore e granito;
21. Paisagismo (grama);
22. Limpeza e arremates;
23. Legalização da obra (ISS, INSS e Averbação).

Arquiteto: O Alicerce das Idéias

    A construção não começa sem ele. Presença fundamental do inicio ao fim da Obra, o arquiteto acumula uma série de tarefas. Entre as principais estão: aproveitar as dimensões e topografia do terreno, criar soluções econômicas, adequar o projeto ao capital disponível, seguir o código de Obras da prefeitura local e traduzir para o projeto os desejos dos proprietários. Orienta os clientes desde o planejamento da edificação, aprovação de projeto nos órgãos competentes, especificação de materiais a serem adquiridos e até mesmo o acompanhamento da mão de obra que executará os serviços, garantindo que o projeto seja seguido fielmente.
Para ter ambientes bem planejados, é preciso contar com o apoio de um arquiteto. Algumas regras arquitetônicas estabelecem medidas mínimas para cada elemento.

Revista Construção do começo ao fim, casadois editora. Edição 2005


Telhas: Cerâmica ou de concreto?

    A função do telhado é proteger a casa das intempéries, proporcionar conforto termo acústico e dar harmonia à fachada. Quando bem projetado – conjunto estética e eficácia -, ele ainda agrega valor ao imóvel.
Há basicamente dois tipos de telha cerâmica, com grande variedade de formas. Um deles, o de encaixe, inclui a versão francesa e a romana; o outro é o capa e canal, do qual fazem parte o modelo colonial, o paulista e o plan. Para um bom desempenho, as peças desse material devem apresentar superfície pouco rugosa, sem deformações nem defeitos. Nada de manchas e eflorescências (crostas esbranquiçadas), sinal de problema na composição da massa. Outra característica: a baixa resistência, que gera desperdício devido a quebras no transporte, no armazenamento e no manuseio.
    Os modelos de concretos apresentam encaixes precisos (que garantem seu alinhamento na cobertura) e grande resistência a impactos. Apesar de o peso por unidade ser efetivamente maior do que o da maioria das opções cerâmicas, a estrutura de madeira necessária para a sustentação de ambas é praticamente igual. Mesmo que o cálculo considere o valor dos exemplares saturados de água da chuva, a armação que os sustenta – e seu custo – praticamente não varia.

Revista Arquitetura & Construção, Editora Abril, Edição de Março de 2011


Mármores e Granitos

    Seja num mosaico rústico, seja numa paginação especial que valoriza veios e cores, as rochas nobres conquistam adeptos. Presente na construção desde a antiguidade, o mármore continua fazendo bonito na arquitetura, incrementado com outros cortes, acabamentos e resinas. O mesmo acontece com os granitos, rocha de altíssima resistência mecânica. Encontradas numa gama enorme de cores e padrões. Mármores e granitos têm dureza, usos e padrões bem diferentes.
    Enquanto o Mármore define-se como uma rocha carbonática, com veios e cores que variam bastante conforme o local de origem, o granito é uma rocha ígnea, que mescla pontos de quartzo, feldspato e mica. Padrões exóticos, com desenhos destacados e tons vibrantes.
    Mármores pedem cuidados especiais: Por conter carbonato de cálcio, substancia que reage com ácidos, o mármore aplicado em revestimentos e bancadas requer atenção para não manchar ou sofrer corrosão. A despeito do acabamento, nunca usar produtos abrasivos, como água sanitária e ácido muriático, na limpeza. Basta um pano macio, água e sabão neutro ou produto para pedras. Escovas e vassouras duras também estão vetados, porque podem riscar o material. No assentamento, prefira as argamassas brancas, pois a superfície pode absorver pigmentos.
    Granitos: Eles suportam grandes esforços mecânicos e alto tráfego. Por isso, são comuns até em ambientes externos e fachadas. Assim como o Mamoré, aceitam diversos acabamentos; polido (abrasivos químicos e lixas deixam a chapa lisa), jateado (a superfície é levemente desgastada com jatos de areia), apicoado (a perfuração suave da rocha cria aspecto rústico), levigado (lixas dão efeito de textura) e flameado (um maçarico derrete alguns minerais do granito, tornando-o antiderrapante). Já o escovado desgasta as rochas deixando os veios saltados (pedras marrons ficam parecidas com madeira de demolição). Na limpeza, usar esponja e sabão neutro e evite escova e palha de aço.

Revista Arquitetura & Construção, Editora Abril, Edição de Março de 2011


Deck de Madeira


    O deck de madeira cria uma confortável área de lazer e de descanso, por isso na hora de construir, precisamos prestar atenção em algumas recomendações.
    Primeiro, recorra a um profissional que conheça bem as propriedades da madeira para explorar ao máximo suas características e considerar suas limitações (como deterioração e empenamento), esse profissional pode ser um arquiteto, um engenheiro ou um revendedor.
    As madeiras mais adequadas são as que possuem mais resistência natural à ação do tempo, do sol e da umidade. As espécies que se destacam em ordem de resistência, a itaúba, o ipê e o cumaru. Todas são escuras, menos susceptíveis a manchar sob o sol. Para aumentar a vida útil de um deck, pode-se optar pelo uso de produtos de proteção, prefira o stain sem cor e com proteção UV, aplicado em duas demãos e, se possível, nos dois lados das réguas para deixá-las naturais.

Revista Arquitetura & Construção, Editora Abril, Edição de Novembro de 2009